Sukitte Ii Na Yo: É difícil dizer 'eu te amo'?

julho 09, 2016 Leo Miyamoto 0 Comments


Mais um filme que sério, peguei aleatoriamente e me surpreendi. Não acreditei quando vi o Sota Fukushi novamente, nem olhei a ficha técnica do filme. A surpresa não fica apenas pelo Sota. Eu imaginava o que viria a ser o filme pelo nome: "Dizer 'eu te amo'". A surpresa mesmo vem quando você se depara com um filme que é muito mais que isso.

O filme aborda assuntos como amor na adolescência, bullying, padrões de beleza, auto-aceitação, amizades, sexo, ciúmes...

Pra mim o 'Sukitte Ii Na Yo' embora tenha focado mais na parte do amor e dos beijos (que não foram poucos, inclusive essa imagem é da promoção do filme) trouxe uma reflexão sobre um pouquinho dos temas que são normais pensarmos na adolescência. E logicamente questionarmos.

No começo Sota já vem com moral: Interpreta Kurosawa Yamato, um rapaz popular em sua escola e ganha um concurso de ídolos, já de cara. Tem um amigo, Kenji Nakanishi (Tasuku Nagase) que estranha o porque de uma garota ser tão quieta e pouco sociável. Ela é Mei Tachibana (Haruna Kawaguchi)
Mei recebe propositadamente um esbarrão de Kenji, que a derruba no chão. Ela vai embora. Quando Kenji tenta abaixar a saia dela, a Mei simplesmente dá um chute... no cara errado, o Yamato, que depois dá seu número de celular a ela.

Yamato vai atrás de Mei, que desconfiada (e com um senso de inferioridade) pergunta porque ele estaria interessado nela. Ele depois explica que achou interessante Mei ter revidado pela atitude de Kenji. Agora o filme fica ainda melhor.

Mei, que não conversava com ninguém, começa a conversar com o garoto mais popular da escola e também a encontrar resistência de vários colegas dele.

A primeira resistência à Mei foi de Asami Oikawa (Rima Nishizaki). Depois Mei descobriria que Asami sofria bullying também de outras colegas, devido ao seu físico. Kenji defende Asami e diz a ela que gosta dela tal como é.

A segunda resistência também foi motivado por um "padrão de beleza". Aiko Muto (Rika Adachi) não aceita que Mei esteja confusa quanto a amar Yamato e a cobra. Aiko revelaria a Yamato que perdeu 17 quilos para conquistá-lo. Ele porém, não quer nada com ela, que sente vergonha de seu corpo.

Quando Aiko e Masashi (Ryosuke Yamamoto) dormem juntos, ela prefere ficar no escuro para que Masashi não a veja, com algumas estrias na região do abdomen. Aqui vem uma parte muito bonita do filme: Ele a aceita tal como ela é e diz para ela parar com isso do "escuro".

São dois temas ao mesmo tempo, a auto-aceitação e os padrões de beleza, questionados de uma maneira bem bacana.


Voltando ao casal principal do filme, Yamato e Mei, Yamato revela a Mei que teve um amigo que sofreu bullying no passado, mas que ele não pôde defendê-lo e deixou as pessoas fazerem o que quiserem. Que por Mei ter revidado, Yamato passou a admirá-la, uma vez que ele não conseguiu revidar quando o amigo estava em apuros e este era o motivo do amor.

Este amigo começa a estudar na mesma escola de Yamato, o Kai (Tomohiro Ichikawa). Kai pensa em uma vingança contra todos os que o fizeram mal. Ele, porém desiste do plano depois de conversar com Mei. Kai, que partilha tantas experiências parecidas com Mei, se apaixona por ela. Mas ela não o quer. Quando Yamato vê os dois conversando, fica repleto de ciúmes.
O mesmo acontece com Mei, cheia de ciúmes (e um senso de inferioridade) em relação a Yamato. Ela chega a dizer que "uma garota como ela e Yamato, um cara popular, não combinariam".
Yamato é chamado para uma agência de modelos e começa a ser fotografado do lado de uma famosa modelo, Megumi Kitagawa (Arisa Yagi). Megumi é vista junto com Yamato e Mei chega a pensar que foi abandonada.
Ainda que Mei foi a um ensaio e não gosta da troca de sorrisos e olhares entre Yamato e Megumi (que estavam lá para as fotos da revista). Arrasada, Mei abandona o estúdio.

Nervosa, Aiko questiona Yamato, dizendo que deveria diferenciar a importância que dá pra Mei e para todos os outros. Yamato decide parar de ser modelo e resolve levar a vida com Mei.

O fascinante deste filme é que ele entra nos assuntos com bastante cuidado e ainda assim que até hoje são amplamente debatidos, questionados e comentados. Por isso também surpreende. Não fala apenas sobre amor, mas a vida na adolescência como um geral. Acho que muitos podem se identificar com alguns temas ou problemas vividos pelos personagens.

Recomendo? Sim, nota 10 também. Não é um filme arrastado e inclusive tem partes bem intensas, você pode sentir uma raiva incontrolável de uns personagens mas depois sente compaixão por eles. É difícil para algumas pessoas dizerem "Eu te amo"? Sim, o filme mostra que pode ser difícil, mas não impossível. Mesmo Mei, com tantas barreiras e que quase se deixou levar pelo ciúme, conseguiu superar isso e mostrou não iria perder para ela mesma.

Bem, obrigado por lerem! =)

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