Ichi Rittoru no Namida SP: Relembrando a história de Aya Ikeuchi

março 19, 2017 Leonardo Miyamoto 0 Comments


O sucesso do dorama Ichi Rittoru no Namida/Um Litro de Lágrimas rendeu um episódio especial relembrando a trajetória da Aya Ikeuchi, exibido em abril de 2007.

A história:
Mizuki Nagashima, uma estudante de 14 anos, é diagnosticada com degeneração espinocerebelar e não deseja ter alta do hospital. Diz que prefere morrer à ter que voltar para a escola. Asou Haruto, agora médico do setor de neurologia, se mostra em um primeiro momento frio e sem preocupações com sua paciente.

Haruto se mostra abatido pela morte de Aya. Pensa que não pôde fazer nada por ela. "Não deu tempo", diz. A mãe e o pai de Aya se mostram preocupados com ele, que foi um dos únicos a apoiá-la até a morte.

Asou se mostra impaciente e se pergunta o que poderia fazer por Mizuki. Diz que como médico é "um incapaz".

Após conversas com Ako e Mizuno, respectivamente irmã e doutor responsável de Aya, Haruto Asou decide tomar uma atitude diferente e conta toda a sua história à Mizuki.

E é neste momento que as memórias vêm - O especial se passa seis meses após a morte da amada. Desde a entrada no Higashikou, o coral da escola, quando Aya fica sabendo da doença e em que questiona "Por que esta doença me escolheu?".

Assim, Asou se deixa levar por suas memórias e relembra a história de Um Litro de Lágrimas, que até aquele momento recebia no site oficial várias mensagens, deixando claro que aquele dorama realmente tinha sido marcante.

Aos poucos, de uma maneira dolorosa, Aya deixa de fazer as coisas que gostava. Uma a uma, as coisas foram progressivamente acontecendo. O que começou como uma dificuldade nos movimentos nas pernas e mãos, também começou a se repetir na hora de comer, falar, escrever. Teve de deixar a escola que amava (Algo que Haruto colocou como um privilégio, poder gostar da escola em que está) e os amigos.

Mais que tudo isso, abrir mão de um futuro de vários planos, para agora, viver dia após dia, sem saber o que acontecerá amanhã.

Para Mizuno, que foi o doutor de Aya, um dos maiores medos dos pacientes é justamente "o dia do amanhã" e por isso pediu mais sensibilidade ao Haruto com o caso de Mizuki, para que ele entendesse seus pacientes.

Asou conta toda a história e pede à paciente que não deseje a morte. Mizuki, emocionada, diz que fará a fisioterapia (seguindo assim, o tratamento). Finalmente Asou teria deixado seu lado amargo de lado, para se preocupar verdadeiramente com as pessoas à sua volta, como Aya fez.

A cena mais marcante do especial vem logo depois: Asou tenta ligar para o número de Aya, mas não obtém resposta. Então, ele não consegue conter as lágrimas.

O foco do dorama não é a dor que Aya sofreu, mas a forma com a qual lidou com ela, como eu deixo claro no comentário sobre o dorama:

"O que é mais doloroso [...] é ver uma pessoa ter de passar por tudo isso, logo na adolescência. Fase de sonhos, amores, transição pra vida adulta. E o que mais inspira e emociona, é que mesmo assim ela não abaixou a cabeça. Pra nenhuma dificuldade. Ela sofria sim, mas ela não queria demonstrar este sofrimento. Ela queria ser forte."

Esta postagem está sendo escrita praticamente 10 anos após sua exibição no Japão, que aconteceu no dia 5 de abril de 2007. Também tem o objetivo de relembrar aquele que foi um dos doramas mais marcantes de lá.

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