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Artistas, momentos e marcos que ajudaram a moldar a história do J-POP.

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O J-POP está mais popular do que nunca: Movimento estratégico do Japão?


Em um pequeno retrospecto, tivemos BABYMETAL e ClariS se apresentando no Brasil em 2024. BABYMETAL em um evento com outros artistas no Knotfest Brasil e o duo ClariS no Anime Friends, um dos maiores em cultura pop asiática no país. Não podemos esquecer do RADWIMPS, que estiveram presentes nas trilhas dos filmes de Makoto Shinkai, Kimi no na wa, Tenki no Ko e Suzume.

Este ano, teremos Ado (Kura Kura/SPYxFAMILY), em tour global "Hibana", além da volta do ONE OK ROCK, em apresentação no Espaço Unimed no próximo mês, no dia 13 de abril.

SCANDAL, uma banda famosa por diversas animesongs (Shunkan Sentimental/Fullmetal Alchemist: Brotherhood, Shoujo S/BLEACH), retorna para mais um show no mesmo Anime Friends, onde se apresentaram quase 2 anos atrás. Este evento também recebeu artistas como ASIAN KUNG-FU GENERATION (Rewrite/Fullmetal Alchemist, Haruka Kanata/Naruto) , Do As Infinity  (Fukai Mori/InuYasha), FLOW (GO/Naruto), entre outros, todos com carreira consolidada em solo japonês.


Até agora citamos shows que aconteceram ou que acontecerão em São Paulo. Nana Kitade se apresentou no SANA em Fortaleza/CE, um dos maiores eventos de cultura geek do Nordeste, ano passado. Ela já havia se apresentado em 2023 em Uberlândia/MG. Nana se tornou muito conhecida entre os fãs de Fullmetal Alchemist, por cantar o primeiro tema de encerramento do anime, Kesenai Tsumi (por coincidência, o primeiro single da cantora).


Os shows no Brasil estão cada vez mais recorrentes, com nomes que talvez em outros momentos, não sonharíamos em ver por aqui. O J-POP e o J-ROCK estão sendo impulsionados pela Internet, pelos Animes, Jogos de Videogame e Mobile, Mangás e Doramas, além de uma divulgação maior por parte das produtoras e empresas japonesas.

Plataformas como o Crunchyroll, Prime Video e Netflix estão conseguindo popularizar cada vez mais as séries japonesas, com doramas já exibidos há anos no Japão entrando no catálogo (caso de Nodame Cantabile, que está na Netflix) e Like a Dragon: Yakuza, além dos próprios animes, cada vez mais disponíveis nos catálogos. Só na Crunchyroll é possível encontrar alguns dos queridinhos, como Frieren, Chainsaw Man, Jujutsu Kaisen, Demon Slayer e BLUE LOCK.

MÚSICA NO STREAMING, VÍDEOS PROMOCIONAIS NO YOUTUBE

Isto também passa por uma mudança de estratégia observada dentro das próprias produtoras e gravadoras do Japão. Artistas como Arashi e NEWS, da Starto Entertainment, sequer tinham um canal do Youtube e hoje estão disponíveis nas principais plataformas de streaming. O mesmo para diversos artistas japoneses que hoje veem no YouTube e Spotify não só como plataformas de distribuição de música, mas de divulgação.

Aos poucos, vemos diminuir a distância entre fã e artista, mesmo que do outro lado do mundo. Antes, havia um mercado que era mais restrito ao público japonês, mas que mudou. E o K-POP pode ter influenciado, já que a Onda Hallyu foi um grande sucesso e uma direção para onde o J-POP poderia trilhar. 

A FACA E O QUEIJO NA MÃO!

As produtoras japonesas e o próprio governo japonês provavelmente perceberam que estavam com a faca e o queijo na mão, para poder divulgar e exportar a própria cultura. Se olharmos para a Coreia do Sul, temos diversos doramas populares aqui no Brasil, o grupo TWICE se apresentou no Allianz Parque para mais de 40 mil pessoas no ano passado, em São Paulo; 

BTS, BLACKPINK, Red Velvet, NJZ, LE SSERAFIM são alguns exemplos de grupos sul-coreanos que se consolidaram entre os fãs de K-POP no Brasil atualmente, mas não podemos esquecer do Girls Generation, KARA, DBSK, Shinee, SUPER JUNIOR entre outros grupos, que já tinham fãs aqui no Brasil no início da década passada. Uma coisa sempre me chamava a atenção: A agressividade na divulgação dos grupos e na divulgação da cultura sul-coreana. E digo isso no melhor dos sentidos. Os sul-coreanos conseguiram popularizar sua cultura entre os brasileiros. Gostar de K-POP nem parece ser algo nichado mais. É uma música que poderia estar numa playlist com Djavan e Ana Castela.

O Pop japonês no Brasil parece estar trilhando um caminho parecido. Diversas páginas e grupos de fãs divulgando as músicas e os artistas, além da própria vontade de produtoras japonesas e brasileiras de apostar no público brasileiro como um grande consumidor não só de música pop coreana, mas de música pop japonesa.

CONSOLIDAR UMA ESTRATÉGIA

Ao divulgar a sua cultura para o mundo, o Japão ganha mais influência cultural e com isso, pode ganhar de diversas maneiras, seja pelo turismo, atrair investimentos em solo japonês, criar uma imagem positiva do país, além de atrair talentos para trabalhar em solo nipônico. Além disso, cria uma sensação de familiaridade com a cultura japonesa, seja por meio da gastronomia, dos videogames, das músicas, costumes e etc.

Não é raro ver pessoas atraídas em aprender o idioma japonês para poder ler um mangá favorito na língua original (sem traduções ou contextos), ver um dorama, escutar um artista predileto. Essas pessoas provavelmente podem um dia vir a conhecer o Japão e até morarem lá, por se sentirem confortáveis com a cultura.

Vendo por este ponto, me parece extremamente inteligente esta estratégia, que tende a aumentar nos próximos anos. Os fãs de música pop japonesa agradecem.

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