Aos 17 anos, incentivada por uma amiga que acreditava em seu potencial como cantora, Aina deixou Osaka e se mudou para Tóquio. A mudança, porém, não saiu como o planejado. Entre os 18 e 19 anos, houve períodos em que não tinha onde morar e precisou enfrentar a insegurança das ruas.
“Eu andava pela estação Nakano até o amanhecer.
Se ficasse parada no mesmo lugar, pessoas estranhas se aproximavam, então eu continuava andando.
Quando começava o primeiro trem, eu ia trabalhar em meio período com o dinheiro que o gerente às vezes me adiantava.
Segundo a cantora, a escassez acabou moldando sua forma de pensar naquele período. “Quando você se esgota demais, até o jeito de pensar se distorce. Eu odiava essa versão de mim”, relembrou.
Ela também destacou a dificuldade financeira da época:
“Na adolescência, só de não ter dinheiro… eu ficava olhando para a carne e pensando:
‘Por que estou trabalhando tanto e não consigo nem comer um pedaço de carne?’”
A entrada no BiSH marcou um ponto de virada em sua vida. Determinada a recomeçar, decidiu adotar um novo nome artístico.
“Quis encerrar quem eu era até então e renascer. Por isso adotei o nome ‘Aina The End’.”
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