Já se passaram 20 anos desde a exibição do primeiro episódio de Taiyou no Uta, pela TBS (Tokyo Broadcasting System).
Foi o primeiro dorama que acompanhei enquanto ainda estava sendo exibido no Japão. E é curioso como essas postagens de “faz 5 anos”, “faz 10 anos”… nunca parecem reais. Parece que foi ontem.
Taiyou no Uta nasceu em um momento muito específico da teledramaturgia japonesa: a era dos grandes dramas emocionais. Histórias intensas, protagonistas enfrentando doenças ou tragédias, romances impossíveis e finais que deixavam o público devastado.
Era a época de obras como Ichi Rittoru no Namida e Sekai no Chuushin de Ai wo Sakebu, que já eram bem conhecidos no Brasil. Por isso Taiyou no Uta chamou tanto a atenção.
A protagonista era Erika Sawajiri, de Ichi Rittoru no Namida.
O protagonista era Takayuki Yamada, de Sekai no Chuushin de Ai wo Sakebu.
Era praticamente o encontro de dois mundos.
A história acompanha Amane Kaoru, uma jovem que sofre de uma doença rara chamada Xeroderma Pigmentosum, que impede que seu corpo tolere a luz solar. Por causa disso, ela só pode sair de casa à noite.
Mas Kaoru tem um sonho: se tornar cantora.
Então ela começa a se apresentar nas ruas durante a noite, em pequenas apresentações improvisadas — as famosas street lives, que são o começo da carreira de muitos artistas japoneses.
Durante esse período, ela conhece Fujishiro Kouji, um jovem que acaba se apaixonando por ela. Entre inseguranças, dilemas pessoais e um triângulo amoroso envolvendo Asami, uma cantora profissional em crise com sua própria carreira, os personagens vão se aproximando.
Quando Kaoru e Kouji formam uma banda, ambos passam a perseguir seus sonhos juntos: ele volta a tocar guitarra e ela canta com toda a força que tem.
Mas eles sabem que o tempo é curto.
A doença de Kaoru piora a cada episódio.
Mesmo sem saber, ela acaba realizando seu maior sonho: se tornar uma cantora profissional, com seu CD chegando às lojas.
Taiyou no Uta vale a pena não só pela história emocionante, mas também pelo ambiente jovem, pela conexão com o mundo da música e pela trilha sonora marcante.
Vale lembrar que o dorama estreou apenas sete meses depois do fim de Ichi Rittoru no Namida.
E Erika Sawajiri tinha apenas 20 anos.
Era impressionante ver uma atriz tão jovem emplacando dois sucessos consecutivos na televisão japonesa. Além da carreira como atriz, ela também alcançou sucesso como cantora com músicas como “Taiyou no Uta” e “Stay With Me”.
Já Takayuki Yamada seguiu uma carreira sólida e continua sendo, até hoje, um dos atores mais respeitados do cinema e da televisão japonesa.
Este artigo foi atualizado em 2026 para marcar os 20 anos de Taiyou no Uta.

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