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| foto: Storm Labels/STARTO ENTERTAINMENT |
Maio de 2026 ficará marcado como o mês em que um dos grupos mais importantes da história do J-pop se despede. É uma despedida estranha.
Por mais de 25 anos, nos acostumamos a ver o Arashi presente em tudo: músicas-tema de doramas, muitos deles marcantes — e, quase sempre, com um dos integrantes como protagonista.
Hana Yori Dango, Maou, Smile, Bambino, Yamada Tarou Monogatari, Shitsuren Chocolatier, 99.9, Gokusen.
O Arashi começou sua trajetória de forma pouco convencional, no Havaí. E, apesar do sucesso inicial, foi com Hana Yori Dango que veio a virada de chave — consolidando o grupo como o maior nome masculino do Japão.
Impulsionados pela obra de Yoko Kamio, aqueles cinco jovens não apenas dominaram a música, mas também marcaram profundamente a história dos doramas japoneses — algo lembrado até hoje. Aos 10 anos de carreira, a turnê ARASHI AROUND ASIA já mostrava a dimensão do grupo, passando por Taiwan, Coreia do Sul e China. “Love so Sweet”, tema da segunda temporada de Hana Yori Dango, já era um fenômeno.
Mas o Arashi nunca foi só música.
Maou, com Satoshi Ohno, My Girl, com Aiba Masaki, e Yamada Tarou Monogatari, com Kazunari Ninomiya e Sho Sakurai mostraram que eles também eram atores consistentes. Ninomiya ainda participou de Cartas de Iwo Jima, dirigido por Clint Eastwood e indicado ao Oscar, enquanto Ohno brilhou no especial da NTV Kyou no Hi wa Sayonara, sendo amplamente elogiado.
O reconhecimento veio de todos os lados: doramas, programas de TV, performances ao vivo — sempre sustentados por um carisma raro. Em 2026, o grupo se despede. E o clipe de “Five” não chama atenção apenas pelas referências à própria trajetória, mas principalmente pelos comentários.
Ali, fica evidente algo raro: o Arashi deixou de ser apenas um “grupo idol” e se tornou um grupo para todos. Um grupo que atravessou idades, fases da vida — e agora vê seus fãs celebrarem um legado de mais de duas décadas.
“Aquela experiência foi tão próxima de um sonho que, por uma semana, eu não sentia que estava vivendo de verdade.”
“Foi meu primeiro e último show. Não tenho arrependimentos.”
“Conheci minha esposa por causa do Arashi. Minha filha canta ‘Kite’.”
“Arashi não está acabando — está começando a eternidade.”
“Quando o Arashi se move, o Japão ganha energia.”
“Nasci no dia do debut… e vou dar à luz no último show.”
“Mesmo que parem, meu amor não desaparece.”
“Nascer na era do Arashi foi uma sorte.”
Há algo em comum em todos esses relatos:
O Arashi não foi apenas acompanhado — foi vivido. Foi trilha sonora de encontros, de famílias, de fases inteiras da vida. Foi presença constante em momentos que não voltam mais.
E talvez o mais impressionante: Foram 26 anos com os cinco, sem ninguém faltar. Um feito raro. Quase impossível. Uma trajetória completa. Bonita. Inteira.
O Arashi não está apenas se despedindo. Está se tornando eterno.

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