O terror psicológico Exit 8, baseado no jogo viral The Exit 8, chega aos cinemas brasileiros em 30 de abril, com uma proposta diferente do terror tradicional: aqui, o medo não vem de sustos repentinos — vem da dúvida constante sobre o que está, ou não, fora do lugar. E essa dúvida não é confortável.
No game original, que se popularizou nas redes sociais, o jogador percorre um corredor de metrô aparentemente comum seguindo regras simples: se notar qualquer anomalia, deve voltar imediatamente; caso contrário, seguir em frente. Parece fácil — até deixar de ser. Porque um único erro (inclusive deixar passar algo estranho), faz tudo recomeçar do zero. E, pior: você nunca tem certeza se errou.
O loop que deu origem ao filme
O longa é baseado no jogo indie The Exit 8, lançado em 2023 pelo estúdio Kotake Create. Descrito como um “walking simulator”, o título se passa em uma passagem subterrânea japonesa onde o jogador precisa avançar observando atentamente o ambiente em busca de pequenas anomalias.
A lógica é simples, mas implacável: identificar qualquer detalhe fora do lugar e voltar imediatamente. Caso contrário, seguir em frente — sempre em direção à misteriosa “Saída 8”. Na prática, é um jogo sobre percepção. E sobre o momento exato em que você para de confiar nela.
Com forte inspiração em espaços liminares e no desconforto gerado por ambientes aparentemente normais, o jogo viralizou nas redes sociais e conquistou milhões de jogadores justamente por isso: ele não te assusta — ele te desgasta.
Um elenco que transforma a proposta
A adaptação para o cinema transporta essa mesma lógica para a narrativa, mas ganha outra dimensão com seu elenco. O protagonista é interpretado por Kazunari Ninomiya, integrante do Arashi e um dos nomes mais conhecidos do entretenimento japonês — aqui em um papel que troca o carisma pelo desconforto constante.
Ao seu lado está Nana Komatsu, conhecida por sua presença magnética em cena, além de Yamato Kochi. Mais do que nomes fortes, a escalação sugere um cuidado maior: transformar um conceito minimalista em algo que funcione no cinema sem perder sua estranheza.
Atmosfera acima de tudo
A tensão do filme também passa pelo som. A trilha é assinada por Yasutaka Nakata — conhecido por trabalhos com Perfume e Kyary Pamyu Pamyu — ao lado de Shohei Amimori, reforçando a proposta de criar tensão pelo ambiente, não pelo susto.
Dirigido por Genki Kawamura, com roteiro de Kentaro Hirase, o longa foi exibido no Festival de Cannes em 2025, na seleção Midnight Screening. A produção reúne nomes como a Toho Co., Ltd. e chega ao Brasil com distribuição da Paris Filmes.
Confira o trailer:

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