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| Foto: Teruo Horikoshi / Divulgação (C) Amuse Inc. |
O cantor e compositor japonês Masaharu Fukuyama anunciou nesta semana o lançamento de seu novo álbum de estúdio, previsto para 9 de setembro de 2026. O trabalho marca o primeiro disco original do artista em quase seis anos, desde “AKIRA”, lançado em dezembro de 2020.
Este será o 13º álbum da carreira de Fukuyama e reunirá músicas lançadas entre 2021 e 2026, além de faixas inéditas. Entre os destaques já confirmados estão “Soubo”, tema do filme “Ano Hana ga Saku Oka de, Kimi to Mata Deaetara”, “Mokusei”, com participação de Koshi Inaba, vocalista do B’z, e “Banyu Inryoku”, trilha do programa japonês “DayDay”. O disco também inclui “Hakushu Kassai”, música mais recente do artista, e “Genkai”, composição instrumental feita para o filme “Black Showman”, protagonizado pelo próprio Fukuyama.
Além do repertório, o lançamento chama atenção pela quantidade de versões disponíveis. Ao todo, serão cinco edições, incluindo uma versão com registros ao vivo de shows comemorativos dos 35 anos de carreira, realizados em estádios no Japão. As apresentações foram gravadas com dezenas de câmeras e prometem mostrar a dimensão das performances do artista.
Outras duas edições limitadas trarão releituras de sucessos em formato de “best album”, divididas por período: uma com músicas de 1990 a 1999 e outra com faixas de 2000 a 2020, ambas com novos arranjos e gravações em estúdio. Já a versão exclusiva para fãs inclui conteúdos especiais, como acesso a apresentações históricas e materiais comemorativos.
Em comunicado, Fukuyama afirmou que o novo álbum reflete sua evolução artística ao longo dos últimos anos e carrega um forte caráter pessoal. O cantor destacou que suas composições passaram a ter um papel de “auto-salvação” e que busca, por meio da música, conectar passado, presente e futuro.
“Se as músicas que criei ainda estiverem sendo ouvidas daqui a centenas de anos, não sei se isso é ego, desejo ou resistência à morte. Mas acredito que essa luta criativa precisa estar presente neste trabalho”, afirmou.
Com mais de três décadas de carreira, Masaharu Fukuyama é um dos nomes mais populares da música japonesa, também reconhecido por sua atuação em filmes e séries. O novo álbum chega como um dos lançamentos mais aguardados do ano no Japão.
Comentário de Masaharu Fukuyama
Na adolescência, sem entender o significado da liberdade, eu buscava liberdade na música. Mas o violão ao meu lado certamente me ensinou o que é “liberdade espiritual”.
Felizmente, consegui estrear como músico e começar a criar, mesmo que tateando. Foram 36 anos enfrentando dificuldades, sempre acompanhado pelos fãs. Foram eles que, sem dúvida, me formaram como cantor e compositor.
A composição, que começou como busca por liberdade espiritual, acabou se tornando um ato de auto-salvação.
O álbum anterior “AKIRA”, nomeado em homenagem ao meu pai, foi uma jornada para reencontrar meu eu de 17 anos após sua morte — uma viagem de reconciliação com o passado.
Hoje, aos 57 anos, vivo dias além da idade em que meu pai faleceu (53).
A jornada da música aponta, em grande parte, para o futuro.
(“Mirai-e”, “Banyu Inryoku”, “Soubo”, “Kusunoki -500 Nen no Kaze ni Fukarete-”, “Hakushu Kassai”, entre outras)
Se a música que criei estivesse sendo ouvida centenas de anos no futuro, não sei se isso é ego de artista, um desejo puro ou uma resistência à morte.
Neste ponto que conecta passado e futuro, minha luta contínua como compositor está presente neste álbum. Ou melhor, se não estiver, não há sentido em eu existir como artista.
Por favor, aguardem mais um pouco por este novo álbum que reúne todas as criações desses últimos anos.

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