Pular para o conteúdo principal
NAVEGAÇÃO
MENU
Desde 2013

História do J-POP

Artistas, momentos e marcos que ajudaram a moldar a história do J-POP.

🎎 Doramas inesquecíveis

🎬 Vídeos em destaque

O Japão descobriu que o mundo estava ouvindo J-POP

© Aka Akasaka × Mengo Yokoyari / Shueisha · Comitê de Produção de Oshi no Ko

A indústria musical japonesa começou a enxergar com mais clareza o alcance internacional do J-POP.

Em entrevista publicada pela Real Sound e conduzida pelo jornalista Tomoyuki Mori, o CEO da Warner Music Japan, Takeshi Okada, e o sociólogo do entretenimento Atsuo Nakayama discutiram como streaming, fandom e redes sociais passaram a redefinir o posicionamento global da música japonesa.

Segundo Nakayama, a expansão do streaming permitiu que a indústria finalmente tivesse acesso a dados mais concretos sobre consumo internacional. “O acesso aos dados do streaming tornou muito mais fácil mapear a indústria musical japonesa sob vários ângulos”, afirmou. Ele cita o sucesso global de “Idol”, do YOASOBI, além do crescimento internacional de artistas como Fujii Kaze e Creepy Nuts, como fatores que ajudaram a ampliar a visibilidade do J-POP no exterior.

Nakayama também destacou a importância da divulgação inédita dos números internacionais da indústria musical japonesa pelo Ministério da Economia do Japão em 2026. Segundo os dados, as vendas internacionais do setor chegaram a 123,9 bilhões de ienes (cerca de US$ 830 milhões) em 2024.

“Foi importante finalmente enxergar isso”, comentou Okada, afirmando que até então não existia uma visão clara do tamanho da receita global da música japonesa como um todo.

A entrevista também aponta uma mudança gradual de estratégia das gravadoras japonesas em relação ao mercado internacional. “Desde 2021 começamos a investir mais agressivamente em ações para o público estrangeiro, como adicionar legendas em vários idiomas aos vídeos dos artistas no YouTube”, explicou Okada.

Ao comparar J-POP e K-POP, Nakayama argumenta que a música japonesa sempre teve dificuldade de categorização internacional justamente por sua diversidade estética. “Existem anime songs, músicas Vocaloid, city pop, J-POP tradicional... é raro um país ter tanta variedade”, afirmou. Segundo ele, o termo “Gacha Pop”, criado pelo Spotify, ajudou a organizar essa percepção internacional sobre a música japonesa contemporânea.

Okada reforçou que essa diversidade cultural é justamente uma das características centrais da música japonesa. “A música japonesa nasce justamente dessa mistura com outras culturas — anime, Vocaloid, internet — e isso é algo muito único.”

Durante a conversa, Okada também reconheceu que o tamanho histórico do mercado doméstico japonês retardou o foco em estratégias globais. “O Japão sempre focou muito mais no mercado interno porque ele já era enorme. Por isso demoramos tanto para pensar em monetização internacional.”

Para Nakayama, o próximo desafio será estrutural. “O Japão ainda tem pouquíssimos profissionais com visão global e domínio digital. Talvez um décimo do que existe na Coreia. Isso será um dos grandes desafios da próxima década.”

Apesar disso, ambos avaliam que o momento atual representa uma oportunidade importante para a expansão internacional da cultura japonesa. “Quando converso com profissionais estrangeiros, sinto claramente que o interesse pelo Japão nunca esteve tão alto”, afirmou Okada. Já Nakayama definiu o cenário atual como “um novo movimento de japonismo”, apontando música, anime, mangá e games como parte central desse crescimento global da cultura japonesa.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Misora Hibari tem faixa inédita encontrada em acervo histórico da Nippon Columbia após 70 anos

(C) Hibari Productions A gravadora Nippon Columbia anunciou nesta quinta-feira (15) a descoberta de uma gravação inédita de Misora Hibari, um dos maiores nomes da história da música japonesa. A faixa, intitulada “Futari kiri de” (“Sozinhos Nós Dois”), nunca havia sido lançada oficialmente e permaneceu esquecida nos arquivos da companhia por quase sete décadas. Segundo a gravadora, a existência da música foi confirmada após um processo de análise e comparação com registros históricos de lançamentos. Trata-se da primeira descoberta póstuma de uma canção original inédita da artista desde 2009. A gravação foi realizada em 10 de fevereiro de 1956, quando Hibari tinha apenas 18 anos. A letra é assinada por Ko Fujiura, responsável por clássicos como “Kanashiki Kuchibue” e “Tokyo Kid”, músicas fundamentais para a consolidação da cantora como estrela nacional no Japão do pós-guerra. A composição é de Rokuro Hara, conhecido por criar “Omatsuri Mambo”, um dos maiores sucessos da artista. De ...

Yuto Nagatomo chora após ser convocado para sua 5ª Copa do Mundo: “Nunca fiquei tão nervoso”

(C) FC Tokyo A convocação da seleção japonesa para a Copa do Mundo de 2026 teve muitos nomes importantes, mas nenhum carregou tanto peso emocional quanto o de Yuto Nagatomo. Aos 39 anos, o lateral do FC Tokyo foi confirmado para sua quinta Copa do Mundo consecutiva — um feito histórico no futebol japonês — e não conseguiu conter as lágrimas ao ouvir seu nome. O choro não veio apenas pela convocação. Veio pelo caminho inteiro. Em vídeo divulgado pelo clube, Nagatomo aparece profundamente emocionado após o anúncio. Entre lágrimas, resumiu o sentimento de um atleta que atravessou gerações da seleção japonesa: Essa é minha quinta convocação, mas acho que nunca fiquei tão nervoso quanto desta vez. A frase impressiona justamente por partir de um jogador acostumado aos maiores palcos do futebol mundial. Desde a Copa de 2010, na África do Sul, Nagatomo esteve presente em todas as campanhas do Japão em Mundiais. Passou por diferentes eras da seleção, enfrentou mudanças de técnicos, estilo...

Hikaru Utada revive a era de Hana Yori Dango e leva o Japão de volta a 2007

(C) TBS - Tokyo Broadcasting System Quase vinte anos se passaram desde a exibição de Hana Yori Dango Returns, continuação do dorama que se transformaria em um dos maiores fenômenos culturais da televisão japonesa dos anos 2000. Ainda assim, bastaram poucos minutos para que o tempo parecesse desaparecer. A Tokyo Broadcasting System convidou Hikaru Utada para uma rara apresentação no tradicional programa musical CDTV. O repertório atravessava diferentes eras de sua carreira: o novo tema de Chibi Maruko-chan, a música-tema da franquia Neon Genesis Evangelion e, finalmente, Flavor of Life -Ballad Version-, apresentada em um novo arranjo. Naquele momento, a apresentação deixou de ser apenas uma simples performance televisiva e se transformou em uma viagem coletiva de volta a 2007. É impossível ouvir Flavor of Life sem imediatamente associá-la a Jun Matsumoto e Mao Inoue. A música ultrapassou o status de trilha sonora para se tornar parte inseparável da identidade de Hana Yori Dango 2. Pouco...